Nós poderíamos esquecer o mundo lá fora...
Se não nos preocupássemos.
O céu é cinzento, mas tecto do teu quarto é azul...
Refúgio de um desejo forçado.
O silêncio... mata mais que a espada.
Se acordares a meio da noite, fala.
Se o nosso calor não te deixar dormir, verbaliza.
Os céus continuam cinzentos e tu gritas e gemes.
Mas não crias palavras.
Diz agora. Diz-me como o céu é cinza e cala-te com a porcaria dos pormenores das tonalidades.
Se não queres viver uma mentira, atira-me com a verdade. Diz-me como o céu é cinza e para de fugir para as tonalidades.
Se achas que o céu é de outra cor, diz-me e para com os rodeios!
Nós poderíamos esquecer o sangue lá fora...
Se não nos preocupássemos.
As ruas são gélidas, mas o teu quarto é escaldante.
Paredes graníticas refugiam um desejo forçado.
O silêncio mata muito mais que a espada.
Se acordares a meio da noite....
Se o nosso calor não te deixar dormir...
Os céus continuam cinzentos e tu...
Faz o que tu quiseres.
Aqui estamos nós. Mortos. Vítimas do silêncio.
A blog about life, love, poetry, biscuits, my bohemian wanderings in Coimbra and other stuff of no particular interest.
All sprinkled with sincerity, humour and a LOT of red red wine.
Saturday, 9 February 2008
Wednesday, 23 January 2008
Por um momento
Por um momento perdi a razão
Por um momento desejei roubar-te a vida
Por um momento desejei estar só
Por um momento pensei em abandonar-te
E tu sempre no mesmo lugar
Imóvel
Por um momento perdi a vitalidade
Por um momento desejei estancar a vida
Por um momento parecia estar só
Por um momento pensei em deixar-te
E tu sempre no mesmo lugar
Estática
Por um momento perdi o desejo
Por um momento desejei fugir a vida
Por um momento parecias estar só
Por um momento não consegui deixar-te
E tu sempre no mesmo lugar
Estacionária
Por mais do que um momento percebi. Percebo
Por mais do que um momento tiveste a minha vida nas tuas mãos. Tens.
Por mais do que um momento o calor humano no frio do mármore afastou a solidão. Não estou só.
Por mais do que um momento paredes de etéreo mármore não de deixaram fugir. Fiquei.
E tu sempre no mesmo lugar. Ainda.
Firme e altiva.
Por um momento desejei roubar-te a vida
Por um momento desejei estar só
Por um momento pensei em abandonar-te
E tu sempre no mesmo lugar
Imóvel
Por um momento perdi a vitalidade
Por um momento desejei estancar a vida
Por um momento parecia estar só
Por um momento pensei em deixar-te
E tu sempre no mesmo lugar
Estática
Por um momento perdi o desejo
Por um momento desejei fugir a vida
Por um momento parecias estar só
Por um momento não consegui deixar-te
E tu sempre no mesmo lugar
Estacionária
Por mais do que um momento percebi. Percebo
Por mais do que um momento tiveste a minha vida nas tuas mãos. Tens.
Por mais do que um momento o calor humano no frio do mármore afastou a solidão. Não estou só.
Por mais do que um momento paredes de etéreo mármore não de deixaram fugir. Fiquei.
E tu sempre no mesmo lugar. Ainda.
Firme e altiva.
Thursday, 17 January 2008
Não te aperceberes que estás enterrada, sentes-te confortável asim. Vivendo num mundo pequeno. Vivendo num mundo longínquo à distância de um passo. Ás vezes demasiado pequeno, demasiadas vezes demaziado longe.
Então vens ter comigo. Pedes-me que partilhe o meu mundo contigo. Não acredito. Não quererás tu arquitecto para o teu mundo vazio? E muitas vezs partilho, não por mim, mas por ti.
Abres a tua boca e eu abro as minhas artérias doces aos teus dentes de saguinodependente.
Então vens ter comigo. Pedes-me que partilhe o meu mundo contigo. Não acredito. Não quererás tu arquitecto para o teu mundo vazio? E muitas vezs partilho, não por mim, mas por ti.
Abres a tua boca e eu abro as minhas artérias doces aos teus dentes de saguinodependente.
Arquitectura de um mundo vazio
Não te aperceberes que estás enterrada, sentes-te confortável assim. Morta-viva. Vivendo num mundo pequeno. Vivendo num mundo longínquo à distância de um pensamento, pensamento que não existe. Ás vezes demasiado pequeno, demasiadas vezes demasiado longe.
Então vens ter comigo. Pedes-me que partilhe o meu mundo contigo. Não acredito. Não quererás tu um arquitecto para o teu mundo vazio? E muitas vezes partilho, não por mim, mas por ti.
Abres a tua boca e eu abro as minhas artérias. Doces aos teus dentes saguinodependentes.
Então vens ter comigo. Pedes-me que partilhe o meu mundo contigo. Não acredito. Não quererás tu um arquitecto para o teu mundo vazio? E muitas vezes partilho, não por mim, mas por ti.
Abres a tua boca e eu abro as minhas artérias. Doces aos teus dentes saguinodependentes.
Sunday, 6 January 2008
Ode ao pretérito, uma década anterior
Foi no tempo passado, e tempo é tão valioso... continua a voar esteja o pêndulo em moção ou não. Olha para ele a voar, enquanto o sol morre e renasce, enquanto o relógio corre pelas horas prometendo uma explosão. Tick Tack boom.
O relógio rouba a vida?
Olha o tempo a fugir pela janela!
Não gostas do relógio, vai passear em Lisboa à noite. De certeza que algum preto to há de roubar. O tempo do relógio e o tempo que te resta na vida.
Vê-se tudo a passar, arrastado pelo tempo. E eu desperdicei demais.
Desperdicei-o ao deixar-te fugir. Ao deixar-me fugir de ti.
Não lutei o suficiente. Nem tu. Embora o coração confessasse o contrário.
Isso não interessa, o que interessa é que é pretérito. Passado. Embora me pergunte como seria o futuro caso... tivessemos lutado...
O que era sentimento tornou-se uma lembrança...
Uma memória de quando eu...
Mas as coisas não são como d'antes... tu não me reconhecerias... Não quer dizer que me conhecesses realmente naquela altura, mas o que interessa é o agora.
Encarceraste todos sentimentos numa caixa de chumbo de nome coração, eu tentei fazer o mesmo. E assim foi, nas vésperas do novo milénio.
O que era sentimento tornou-se uma lembrança...
Uma memória de quando tu...
Dez anos volvidos, és uma mui bela lembrança, pequena rosa cheia de espinhos.
Friday, 28 December 2007
Teddy???
Eu. Nem. Vou. Comentar!
(Excepto o facto do boneco estar enforcado enquanto...)
Criança: Mãe, quero aquele boneco!
Mãe: Qual, o maior castanho?
Criança: Não, aquele que está a ser enrabado... :/
Tuesday, 25 December 2007
Destilação de um Nephil
Está no meu coração e na minha alma.
Tu escolheste julgar, mas é essa tarefa tua?
Não analises ou compliques... vais criticar, não vais relacionar. Falta-te o conhecimento, a vivência de quem viveu mas não nesta vida.
E agora vens pedir compreensão? Vai gozar com outro.
Qual o meu ponto de vista? Que interessa, é apenas meu, de mim e para mim.
Pressiona-me que eu desapareço. Quando ouvia todas as tuas mentiras engasgavam-me, agora apenas olho como telespectador, de controlo remoto no pires dos amendoins.
Sofrer pelo passado de à milhares de anos? Não preciso de negar, não quero negar. Fiz por me preocupar com os outros, mas acabei por ensinar a quem ainda não estava preparado para receber os conhecimentos. O meu sangue é o meu sangue, a minha família parte de mim. Sou de sangue nobre, real mesmo. Devia ter vergonha? Se tivesse deixava de ser eu mesmo.
Dar atenção a mais? Tudo parece-me muito menos. Tão cínica tu confessas.
Eu morro aqui, mas a minha vontade de viver ultrapassa a tua vontade de sobreviver.
E agora vens pedir compreensão? Vai gozar com outro.
Qual o meu ponto de vista? Que interessa, é apenas meu, de mim e para mim.
Monday, 24 December 2007
Vera lacrimae...
Chorai amor que o teu sangue já escorre, no mármore do meu corpo e no calcário da minha alma...pedra sacrificial da tua inocência.
Thursday, 20 December 2007
Feldspatos (in)voluntários
Pedras da calçada, debaixo dos meus pés.
Testemunhas inverosímeis de épocas transactas.
Pedras de muralhas, com sangue como cimento, feldspatos voluntários de crenças ou vontades passadas. Bravuras construtoras de futuros possíveis.
Que lendas contariam se moles e flexíveis línguas se apoderassem da sua carcaça fria? Será o silêncio o bálsamo da eternidade? Ou será que o silêncio não é mais que um frágil termo inventado pela nossa, igualmente frágil, lógica?
Gargantas secas de quem não tem sede, que aceita a água apenas como rio passageiro que, eventualmente, mudarão de rumo.
De pedra são os anjos que vemos, empoleirados nas fachadas das nossas inflamáveis faculdades em Coimbra. Mostram-se em posição de voo, de asas abertas estando, no entanto, mármore fixamente agarrado ao frio do calcário.
Testemunhas inverosímeis de épocas transactas.
Pedras de muralhas, com sangue como cimento, feldspatos voluntários de crenças ou vontades passadas. Bravuras construtoras de futuros possíveis.
Que lendas contariam se moles e flexíveis línguas se apoderassem da sua carcaça fria? Será o silêncio o bálsamo da eternidade? Ou será que o silêncio não é mais que um frágil termo inventado pela nossa, igualmente frágil, lógica?
Gargantas secas de quem não tem sede, que aceita a água apenas como rio passageiro que, eventualmente, mudarão de rumo.
De pedra são os anjos que vemos, empoleirados nas fachadas das nossas inflamáveis faculdades em Coimbra. Mostram-se em posição de voo, de asas abertas estando, no entanto, mármore fixamente agarrado ao frio do calcário.
Surdas aos apelos de Sócrates e Platão. Testemunhas surdas, cegas e mudas da queda dos anjos... quando Lúcifer, por não compreender porque tinham os humanos de sofrer para aprender, voou para nos dar a percepção divina, o seu pecado.
Pretérito mais que perfeito, sem saudades nem vontades.
E nós... pau de dinamite do mundo, energia que expande em todas as direcções, continuamos dependentes das rochas e a elas voltaremos...
Feldspatos involuntários de crenças ou vontades futuras.
Monday, 17 December 2007
Forca no presépio
- Rapto do menino Jesus com introdução de nota de resgate nas palhinhas;
- Decapitação do José, substituindo a cabeça pela do burro;
- Burro e vaca anatomicamente correctos em orgia juntamente com a Maria e o José;
- Enforcamento de toda a sagrada família;
- Colocação de chifres de menino Jesus e adição de um garfo, ligeiramente torcido em forma de tridente.
- Tiros (de paintball) na direcção das diversas testas das personagens.
Preciso de uma ideia para este ano...
Que tal enforcar o Baltazar e colocar os outros Reis Magos, com pequenos tacos de basebol, em volta dele e a mensagem "Morte aos pretos"?
Preciso de ideias...
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