Wednesday, 27 February 2008

A história da minha vida

Estar parado no semáforo com o sinal verde.





1000 significados, todos verdadeiros.

Sunday, 24 February 2008

Egoísmo etéreo

Podes ter toda a solidão
e toda a dor e sofrimento.
Podes ter toda a luz do sol
e da lua e das estrelas.
Relâmpagos, trovões, chuva,
vento, saraiva e granizo.

Podes ter uma segunda opinião,
um outro ponto de vista acerca do que eu sinto.
Podes ter tudo em que toques,
seja isso material ou etéreo.

Podes ter todo o meu amor esta noite.
A noite é uma criança perdida nos bosques,
e tu, predadora de olhos vermelhos e sequiosos.
Podes ter todo o meu amor esta noite.

Podes abrir todas as portas,
todos os cofres, fortes e fortalezas.
Podes gritar relâmpagos,
respirar trovões e caminhar nevasca.
Sussurrar brizas e ser a minha pequena...
aquela que eu adoro.

Podes me ter todo esta noite,
E ainda mais.

Mas amanhã já não será assim.

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Now playing: Garbage - Tell Me Where It Hurts
via FoxyTunes

Saturday, 9 February 2008

O silêncio... mata lentamente.

Nós poderíamos esquecer o mundo lá fora...
Se não nos preocupássemos.
O céu é cinzento, mas tecto do teu quarto é azul...
Refúgio de um desejo forçado.

O silêncio... mata mais que a espada.

Se acordares a meio da noite, fala.
Se o nosso calor não te deixar dormir, verbaliza.
Os céus continuam cinzentos e tu gritas e gemes.
Mas não crias palavras.

Diz agora. Diz-me como o céu é cinza e cala-te com a porcaria dos pormenores das tonalidades.

Se não queres viver uma mentira, atira-me com a verdade. Diz-me como o céu é cinza e para de fugir para as tonalidades.

Se achas que o céu é de outra cor, diz-me e para com os rodeios!

Nós poderíamos esquecer o sangue lá fora...
Se não nos preocupássemos.
As ruas são gélidas, mas o teu quarto é escaldante.
Paredes graníticas refugiam um desejo forçado.

O silêncio mata muito mais que a espada.

Se acordares a meio da noite....
Se o nosso calor não te deixar dormir...
Os céus continuam cinzentos e tu...
Faz o que tu quiseres.

Aqui estamos nós. Mortos. Vítimas do silêncio.

Wednesday, 23 January 2008

Por um momento

Por um momento perdi a razão
Por um momento desejei roubar-te a vida
Por um momento desejei estar só
Por um momento pensei em abandonar-te
E tu sempre no mesmo lugar
Imóvel

Por um momento perdi a vitalidade
Por um momento desejei estancar a vida
Por um momento parecia estar só
Por um momento pensei em deixar-te
E tu sempre no mesmo lugar
Estática

Por um momento perdi o desejo
Por um momento desejei fugir a vida
Por um momento parecias estar só
Por um momento não consegui deixar-te
E tu sempre no mesmo lugar
Estacionária


Por mais do que um momento percebi. Percebo
Por mais do que um momento tiveste a minha vida nas tuas mãos. Tens.
Por mais do que um momento o calor humano no frio do mármore afastou a solidão. Não estou só.
Por mais do que um momento paredes de etéreo mármore não de deixaram fugir. Fiquei.
E tu sempre no mesmo lugar. Ainda.
Firme e altiva.

Thursday, 17 January 2008

Não te aperceberes que estás enterrada, sentes-te confortável asim. Vivendo num mundo pequeno. Vivendo num mundo longínquo à distância de um passo. Ás vezes demasiado pequeno, demasiadas vezes demaziado longe.
Então vens ter comigo. Pedes-me que partilhe o meu mundo contigo. Não acredito. Não quererás tu arquitecto para o teu mundo vazio? E muitas vezs partilho, não por mim, mas por ti.
Abres
a tua boca e eu abro as minhas artérias doces aos teus dentes de saguinodependente.

Arquitectura de um mundo vazio

Não te aperceberes que estás enterrada, sentes-te confortável assim. Morta-viva. Vivendo num mundo pequeno. Vivendo num mundo longínquo à distância de um pensamento, pensamento que não existe. Ás vezes demasiado pequeno, demasiadas vezes demasiado longe.
Então vens ter comigo. Pedes-me que partilhe o meu mundo contigo. Não acredito. Não quererás tu um arquitecto para o teu mundo vazio? E muitas vezes partilho, não por mim, mas por ti.
Abres a tua boca e eu abro as minhas artérias. Doces aos teus dentes saguinodependentes.

Sunday, 6 January 2008

Ode ao pretérito, uma década anterior


Foi no tempo passado, e tempo é tão valioso... continua a voar esteja o pêndulo em moção ou não. Olha para ele a voar, enquanto o sol morre e renasce, enquanto o relógio corre pelas horas prometendo uma explosão. Tick Tack boom.
O relógio rouba a vida?
Olha o tempo a fugir pela janela!
Não gostas do relógio, vai passear em Lisboa à noite. De certeza que algum preto to há de roubar. O tempo do relógio e o tempo que te resta na vida.

Vê-se tudo a passar, arrastado pelo tempo. E eu desperdicei demais
.
Desperdicei-o ao deixar-te fugir. Ao deixar-me fugir de ti.
Não lutei o suficiente. Nem tu. Embora o coração confessasse o contrário.
Isso não interessa, o que interessa é que é pretérito. Passado. Embora me pergunte como seria o futuro caso... tivessemos lutado...

O que era sentimento tornou-se uma lembrança...

Uma memória de quando eu...

Mas as coisas não são como d'antes... tu não me reconhecerias... Não quer dizer que me conhecesses realmente naquela altura, mas o que interessa é o agora.
Encarceraste todos sentimentos numa caixa de chumbo de nome coração, eu tentei fazer o mesmo. E assim foi, nas vésperas do novo milénio.

O que era sentimento tornou-se uma lembrança...

Uma memória de quando tu...

Dez anos volvidos, és uma mui bela lembrança, pequena rosa cheia de espinhos.

Friday, 28 December 2007

Teddy???


Eu. Nem. Vou. Comentar!

(Excepto o facto do boneco estar enforcado enquanto...)

Criança: Mãe, quero aquele boneco!
Mãe: Qual, o maior castanho?
Criança: Não, aquele que está a ser enrabado... :/

Tuesday, 25 December 2007

Destilação de um Nephil



Está no meu coração e na minha alma.
Tu escolheste julgar, mas é essa tarefa tua?
Não analises ou compliques... vais criticar, não vais relacionar. Falta-te o conhecimento, a vivência de quem viveu mas não nesta vida.

E agora vens pedir compreensão? Vai gozar com outro.
Qual o meu ponto de vista? Que interessa, é apenas meu, de mim e para mim.

Pressiona-me que eu desapareço. Quando ouvia todas as tuas mentiras engasgavam-me, agora apenas olho como telespectador, de controlo remoto no pires dos amendoins.
Sofrer pelo passado de à milhares de anos? Não preciso de negar, não quero negar. Fiz por me preocupar com os outros, mas acabei por ensinar a quem ainda não estava preparado para receber os conhecimentos. O meu sangue é o meu sangue, a minha família parte de mim. Sou de sangue nobre, real mesmo. Devia ter vergonha? Se tivesse deixava de ser eu mesmo.

Dar atenção a mais? Tudo parece-me muito menos. Tão cínica tu confessas.
Eu morro aqui, mas a minha vontade de viver ultrapassa a tua vontade de sobreviver.

E agora vens pedir compreensão? Vai gozar com outro.
Qual o meu ponto de vista? Que interessa, é apenas meu, de mim e para mim.

Monday, 24 December 2007

Vera lacrimae...


Chorai amor que o teu sangue já escorre, no mármore do meu corpo e no calcário da minha alma...pedra sacrificial da tua inocência.